O Leão e o peso da 2ª Divisão 
Os torcedores d' A Coisa estão cada vez mais descontentes com a situação do seu time, o lanterninha do Brasileirão 2009. O astral anda tão baixo que eles próprios começa zonar com o próprio time. A montagem acima foi feita e enviada pelo mano Rubem, a ovelha negra - digo o rubro-negro da famíla.
Categoria: Cartuns/Caricaturas/Charges/Ilus
Escrito por RAL às 22h12
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Coisas de Matuto
Falando Matutês (7)
Após ouvir o final da narração, Henrique se despede do seu compadre, o vaqueiro Severiano. - Bem, tô chegando, cumpadre. Onde é que tem umas pinhas boas aqui na feira? - Tem um cabôco de Mimoso, num banco em frente à bodega de “Seu” Olimpo, vendendo umas pinhas maduras e acho qui não usou carburêto. - Té mais cumpadre. Lembrança à cumadre e aos mininos. - Despede-se, Henrique. - Inté, cumpade. Qui Nosso Sinhô Jesus Cristo o acompanhe. – Despediu-se o vaqueiro. Henrique logo avistou o feirante. Era um moreno baixo, troncudo, cara de mameluco, barrigudo, com a camisa toda aberta, deixando à mostra um umbigo do tamanho de uma pitomba. - E ai freguês as pinhas são boas mesmos? Perguntou Henrique. - São as mió pinhas da minha terra, seu moço. Eu mermo as pranto e nunca butei veneno ou carburêto nelas. – Respondeu o feirante, numa voz mansa e bem arrastada. Henrique, que era bom observador e também gozador, diz, meio sorridente: - Não sei porque o povo de Mimoso só fala chorando… O feirante, arrumando as pinhas, sem olhar pro seu interlocutor, responde, num tom mais manso e arrastado: - E eu num sei pruquê o povo de Aicoverde só fala sinriiiiiindo… Henrique dá uma leve palmada no ombro do feirante, como se já o conhecesse de longas datas, compra meia dúzia de pinhas e vai embora, ouvindo “Moonlight Serenada”, de Glenn Muller e sua orquestra, ao longe, da difusora instalada na Praça Barão de Rio Branco, e a voz do locutor: “Assista hoje na matinê do Cine Bandeirante, o Gigante da Praça da Bandeira, Tarzan, o Rei da Selva e o terceiro episódio do seriado Os Perigos de Nioka.” THE END Ruyvão (limaruy@gmail.com)_____________________________________________
Para o bem do povo e felicidade geral dos meus três únicos assíduos leitores (a muié e os dois fios), este é o último capitulo da nossa história de trancoso. A nossa intenção foi divulgar, através de uma historieta, o linguajar do pessoal do Interior de Pernambuco. Na realidade, muitas palavras e frases são usadas comumente por todos nós, pernambucanos, da capitá ao interiô. O “ matutês” é só uma parte do “pernambuquês”. Arretado, afolosado, ôxe, ôxente, pisa, avexado, borocochô, buliçoso, barruada, catabi, soxtô, deixovê, pantim, pirangueiro, inhaca, góia, cabueta e tantas outras, são palavras do dialeto pernambuquês. Se fôssemos utilizar na nossa história, que hoje chega ao fim, todas as palavras e expressões que orgulhosasmente falamos, teríamos que escrever uns cem ou mais “capítulos”. Mas, deixemos essas coisas para os novelistas enchedores de saco. Na próxima semana apresentaremos a “tradução” dos termos aqui utilizados. (Dirigida mais aos conterrâneos de outras Regiões, sobretudo do Leste, Sudeste e Sul do nosso Brasil rico pela sua diversidade cultural e de “dialetos”.) Ruyvão.
Escrito por RAL às 20h32
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