O Grande Dia (2) Então, minha gente. Muitos curiosos acessaram o blog (285 pessoas até às 18h40 de hoje) pra escolherem o nome para a sessão de cartum da sexta-feira, no entanto, apenas 15 votaram. Quer dizer: tem muitos tímidos (ou superocupados) vendo o blog, ou ficaram com medo de serem sorteados e caricaturados, ou os tempos mudaram e a maioria detesta a sexta-feira! Mas como hoje é sexta - e tudo é mais ou menos perdoável nesse dia, vou dar mais uma chance pros retardatários. A votação (e o sorteio) fica valendo até a próxima quinta-feira (13). Por enquanto, dois nomes disputam o primeiro lugar: SEXTA BEBA e SEXTA-BÁSICA, que foi alterada (por sugestão do internauta Edmundo) para SEXTA-BEBÁSICA (junção de BEBA com BÁSICA), uma vez que já existe uma tira com o mesmo nome. Por enquanto, vão curtindo os cartuns da sexta-feira com os dois títulos: 

Categoria: Caderneta de Cartunações
Escrito por RAL às 19h12
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O Grande Dia 
Qual o nome ideal para uma seção que circula às Sextas-Feiras? A maioria das pessoas considera a sexta-feira o melhor dia da semana. Chamada por alguns como o “Dia Internacional da Cachaça”, a sexta é o dia apropriado para ir ao bar tirar o estresse de uma semana sacal de trabalho (e esculhambar o chefe chato). Ideal pra sair da fossa (a paquera corre solta) freqüentar o bar na sexta-feira às vezes vale por uma consulta ao analista. Neste dia as confissões ficam fáceis, a filosofia de bar impera: planos impossíveis e revoluções utópicas são traçadas. Sem falar que, nesse dia, meter o pau nos políticos e discutir futebol é um dos assuntos prediletos. O melhor de tudo é que no outro dia você pode curtir a sua ressaca – pois no sábado nem todos trabalham ou têm compromisso. Se a comemoração ou fossa passar dos limites, ainda tem o domingo pra curar-se e ir à missa pedir perdão do não-sei-o-quê – que dizem que você fez – e você jura que não lembra... Todo esse papo-furado sobre a sexta-feira é pelo seguinte: há algum tempo venho alimentando a idéia de fazer um cartum ou tira semanal, relacionado às sextas-feiras. Tenho, inclusive, alguns desenhados (como o publicado acima). Mas emperrei no título da tal nova seção. Pois bem, nesta última sexta-feira, 31 de julho, o cumpade Zoião convidou os familiares pra tomar umas e outras no Bar do Totoca. Aproveitei a oportunidade para colocar em votação alguns títulos que eu tinha bolado e pedi aos convidados que sugerissem outros nomes. Alguém falou que seria interessante colocar a lista no Ralmanaque para os internautas também votarem (ou sugerir mais um titulo). Na lista abaixo, os nomes estão colocados na ordem de escolha, até o momento. - Sexta Beba, Sexta-feira Beba ou Sexta Bebada
- Enfim, sexta
- Sexta Bar S/A ou Sexta S/A
- Sexta Happy
- Sexta Sem Lei
- Sexta Free
- Sexta Básica
- Sexta Light
- Sexta-Feira Louca
- Cartum da Sexta
Então, que tal participar? Você dá a sua opinião lá embaixo – é só clicar em “Comentários” escrever o nome que achou mais legal (ou bolar um) e enviar. O prazo para a votação e escolha será a próxima sexta, dia 7, até 12h. Á tarde, contados os votos, será publicada o primeiro cartum ou tira dá série já batizada. Agradeço a sua participação. Tin-tin! PS – Ah, ia esquecendo (será que é a ressaca da última sexta?): entre os participantes será sorteado UM - que ganhará como brinde uma caricatura (sua ou de alguém que queira indicar!). Participe e concorra!
Categoria: Caderneta de Cartunações
Escrito por RAL às 16h49
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Falando matutês (05) Severiano prossegue com a história das peripécias do amigo Chico Doido, também vaqueiro.
- Ôxe! O sinhô num vai aquerditar, cumpade. O parrudão pegou um tamborete e avançou pra riba de Chico, com os zói regalados que paricia duas brasa. Aí, assucedeu a coisa mai incrivi qui vi na minha vida.. - Agora tô curioso mesmo… - Quando o galegão já tarra chegando perto, Chico botou a mão pur dibaixo da camisa e sigurou num negoço lá qui paricia mermo um revóvi, e gritou: “Nesse aí eu vou meter é bala!” - Danou-se! – Exclamou Henrique, curioso com o desenrolar da narração do vaqueiro. - Mai, o galegão, que arrente maginava ser caba macho mermo, deu uma freiada, feito carralo ruim, ficou com a cara toda branca, cuma se tivesse perdido todo o saingue; suas pernas ficaro bamba… O surreito virou os zói e dismaiou feito uma quenga de cabaré de quinta catigoria. - Não acredito! Qui sujeito mais frouxo, Ôxe! Só tinha tamanho! - Não treminei ainda a histora. – Continuou Severiano, com a cara cretina. – O surreito era mermo muito frôxo, pruquê Chico num tarra nem armado… O qui ele pegou pur dibaixo da camisa era o istoijo surrado do seu zócri raibão. Quiá!QuiáQuiá! - Filho de uma rapariga esse Chico! Bem que chamam ele de Chico Doido. - Mai, avalie só a situação, cumpade. Ouvi uma zuada da peste vinda da rua. Dei uma ispiada e vi um magote de cabas, tudo armado, parecido um bando de cangaceiro, correndo feito uns bois brabos pronde arrente tava. Aí gritei: Corre Chico qui a cabroeira vem aí com a gota serena, tudo armado com pexêra, revóvi, fuzi, o diabo a quato, e tu não tás com arma ninhuma! - Vôte! – Exclamou Henrique, num tom de preocupação. (continua na proxhima telça) Ruyvão (limaruy@gmail.com)_____________________________________________ “Tradução” aquerditar – acreditar; arrente – a gente; surreito – sujeito; istoijo- estojo; zócri raibão – óculos Rayban; zuada (zoada) – barulho.
Escrito por RAL às 08h15
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